segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O futuro é mero acidente

A relação entre pais e filhos  parece ter sofrido mudanças radicais nos últimos trinta anos. E para onde essas mudanças apontam?  São essas as questões levantadas pelo polêmico psicólogo Julio Groppa Aquino, que questiona a maneira como pais estão lidando com seus filhos. Um questionamento que produz tantas faíscas quantas aquelas do fogo cruzado da educação.
Veja a íntegra da palestra.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

First-Time Grandma

Avó em Primeiro Grau
(Grandmother in the First Degree)
(free translation)
By Soaroir



Pen Pal
From Backyard  till Internet

Soaroir Nov/24/2010


 


Good old days when Granma's house was our major reference for family and  learnings on the yard and on the garden, I guess, since I only knew granma Ludmila, my father's mother who, for this and that, I had little interaction with and the few times we met, I was just one grandchild among a bunch around her, indifference that made me very sad.
 
Usually grandparents, at least the Latin ones, are jacks-of-all trades. However, they meddle into everything, for example my mother: because of her both my boys ended with compound names..
 
Although it can be very fun, namig a child is no easy task. We always relate a name to someone... who we might know or not.
 
While choosing my firstborn´s  name Mom said: "This is a slave's name". To please her, the chosen name became his second one. As of my second child, she kept saying that the name chosen didn't match the last name, neither had good rhythm. Now, I can´t imagine them with another name.

Luckily for my son and daughter-in-law, my first grandchild will be born in the UK… But I haven´t given up on sending my two cents regarding the name-picking. Matthew was the first suggestion, immediately declined as could be a reason for “bullying” in Brazil. Then Theodor came up, and I sent it, by e-mail, together a complete numerological map for the name.

They did not even reply… which reaffirms the ancient wisdom: we must not interfere with how parents choose to deal with their children and counsel only when we are prompted.

But I kept thinking. Considering my first grandchild will be born on the land of Queen Elizabeth, makes sense if he would´ve his father's name plus a II…

While waiting to be face-to-face with him I wonder how will be joining the British objectivity with my Brazilian beliefs...

Free translation 
By Soaroir 

Datilogramas

 Fingerprints




 imagem/cdn.sheknows/google




I know you get discouraged
because I am so small
and always leave my fingerprints
on furniture and walls


But every day I'm growing
I'll be grown up some day
and all the smudges that I did
will surely fade away

So here's another bunch of them
just so you can recall
exactly how my fingers looked
when I was very small


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domingo, 28 de novembro de 2010

Um Novo Natal

© Soaroir de Campos
São Paulo – SP Brasil
Nov. 26/2010

 
Um Novo Natal 

quando eu nascia e mais dormia
sabia - sem ninguém me dizer -
Papai Noel existia...

dormi, acordei – tornei a dormir
e entre pesadelos e sonhos
acordei neste Natal aqui...

pensando em você, tagarela
que muito, muito nos fala
mesmo antes de mostrar a cara

e de antemão bem sabes
és minha conquista mais rara...

(dedicatória)

sábado, 27 de novembro de 2010

Lembrando Vovó e Vovô

por Marcial Salaverry
nosso autor convidado para dividir suas experiências na arte de ser avô

Recordar é viver...
Como é gostoso esse reviver,
através das lembranças de um passado
tão querido, tão amado...
Suas reminiscências tão queridas,
de pessoas no tempo perdidas...
Enlevados, ouvíamos suas histórias,
bebíamos sua sabedoria,
ouvindo sua doce voz até dormirmos...
Agora, resta a saudade
de toda aquela felicidade...
Daqueles doces momentos,
e como são lindos os sentimentos,
não soam como lamentos,
pois são lembranças felizes e amadas,
que serão sempre guardadas,
dentro de um saudoso coração...





sobre o autor
Marcial Salaverry é brasileiro, avô, bisavô, poeta e cronista com obras publicadas, entre outros títulos, Um Brasileiro na África. Discípulo e admirador de Monteiro Lobato,participa ativamente de vários sítios de literatura.





Palavras de Bisavô

sobre o autor
Marcial Salaverry  é brasileiro, avô, bisavô, poeta e cronista com obras publicadas, entre outros títulos, Um Brasileiro na África. Discípulo e admirador de Monteiro Lobato, participa ativamente de vários sítios de literatura.


COMO SER AVÔ

Marcial Salaverry

Ser Avô... Biologicamente é fácil ser avô, pois basta ter tido um filho, ou uma filha, e este também ter feito sua parte, e pronto... Já se está capacitado a ser avô (ou avó)...

Ser Avô, é curtir os nove meses de gestação da filha (ou nora), e pronto, já é avô.
Ser Avô, é dar a ajuda material que a família necessita para que nada lhe falte durante esse período tão lindo e importante da vida.
Ser Avô, é procurar atender aos caprichos de seus netos, atendendo-os em seus mínimos desejos, para que eles vejam que beleza de avô que  você é, bem diferente daquele chato daquele pai, daquela mãe, que só pensam em educação e castigos, esquecendo os mimos, que só os avós são capazes de fazer, bastando enche-los de dengos e carinho,
Ser Avô, é pensar apenas nas brincadeiras, e nos presentes, sem se preocupar com a educação dos netos, pois, afinal eles têm a mãe e o pai para isso. Eles que os eduquem, aos avós compete apenas mimar e curtir essas gracinhas de netos..
Ser Avô, é descobrir que seu neto faz um monte de coisas erradas, é mal criado com os pais, e sempre corre pro colo do “vovô querido” para consolar e defender de uma bronca paterna, e procurar entender tudo, e passar a mão em sua cabeça, dizendo que são coisas da vida...
Bem, infelizmente tem muita gente que pensa realmente assim, e que realmente assim age. E depois não entende porque aquela criança tão doce, virou um adolescente rebelde e que está sempre exigindo que o avô lhe dê tudo, e se pergunta chateado, o que foi que aconteceu, e sempre culpando os pais que não souberam educa-lo, esquecendo-se dos mimos com que sempre o prodigalizou, defendendo-o dos pais, ao invés de os ajudar na educação, como realmente lhe competia fazer.
Na realidade, Ser Avô não é apenas isso, ou melhor, não é nada disso. Ajudar na criação dos netos, é uma coisa, estraga-los com mimos e superprotege-los é outra, muito diferente, e que não deve acontecer.
Dar aquele apoio, e aproveitar que tem mais tempo, além de vivencia para orientar, educar, e até mesmo castigar os netos quando necessário for, é a real função dos avôs.
Enfim, crianças, ser Avô, é barra pesada. Saibam sê-lo.  Vale a pena quando, no futuro, puder olhar para eles e ver que colaborou para que sejam pessoas de bem...
Se pessoas de sucesso, ricas ou famosas, são circunstâncias.  Basta saber que soubemos ajudar a formar pessoas íntegras, honestas, e que não desejam o mal a ninguém.  Enfim, o maior orgulho que um Avô pode sentir, é saber que soube fazer sua parte, que soube dar um lar decente aos filhos, e que conseguiu assim, mostrar para eles como educar seus filhos, e eles o fizeram, e os netos também  são pessoas dignas. E que, graças aos ensinamentos que com sua experiência transmitiu,  mais tarde, também poderão saber o que é ser pai, e o que é ser avô.
Quer mais do que isso? É realmente uma benção de Deus chegar à avozidade e ainda poder dar seu quinhão de colaboração para a formação de seus netos. De ver que da mesma maneira que conseguiu formar seus filhos, ajudou para que eles formassem os netos, e, se possível, os bisnetos também. Garanto que é muito gratificante, e faz muito bem para alma.
A todos os Avôs, (e bisavôs),  entre os quais me incluo, UM LINDO DIA, e com muita paz no coração...
Novembro 2010